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A fotografia como memória
Fotografar é registrar o tempo, mas também é dar forma à memória. Uma imagem guarda um corpo, um lugar, um gesto, um afeto — fragmentos de uma história que continua depois do instante.
Cada pessoa é personagem e protagonista de sua própria narrativa. Cada fotografia é também uma escolha de quem observa: um olhar, uma poética, uma autoria.
Entre o registro e a interpretação, a fotografia transforma o presente em lembrança e permite que uma parte de nós atravesse o tempo, alcance a posteridade e volte a existir diante de outros olhos.
“Toda fotografia é um certificado de presença.”
— Roland Barthes
A memória é aquilo que permanece.
O tempo é aquilo que transforma tudo.
E a imagem é o lugar onde passado e presente se encontram.
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